19 de novembro de 2011 § Deixe um comentário

Ela o encarou por alguns segundos, depois perguntou: – que horas são?

Ele deslizou o olhar azul para o relógio no pulso dela.

Coisa estúpida de se perguntar, ela pensou. Droga.

-É que… Tá um pouco atrasado. – Sorriu.

Ele mexeu no cabelo alaranjado, aquele meio sorriso lindo, o mais bonito do mundo.

-Sete horas. Você devia correr, se quiser chegar a tempo.

Ela riu de volta pra ele, involuntariamente – culpa daquele sorriso lindo, seu sorriso predileto. Corou, se virou, saiu correndo. Ele ficou ali parado, rindo interiormente, menina esquisita. Por algum motivo, não conseguia tirar os olhos dela enquanto a figura alta, magra e um pouco desengonçada se esgueirava pela multidão.

um furacão e uma mariposa

2 de novembro de 2011 § Deixe um comentário

Os pingos de chuva tamborilavam na janela de madeira como ponteiros de um relógio caminhando compulsivamente sobre os números, tique-taque-tique-taque… O tempo não é justo, você sabe. Ele passa depressa quando quer, e de vez em quando faz questão de se demorar, só pra ver até onde o motor aguenta. E tinha aquela música, ah!, aquela música. Ela tornava tudo mais bonito, mais triste. Sim, porque tristeza e beleza são quase como sinônimos.

Onde estou?

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