los monstruos del ayer

28 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Saiu correndo dali, desejando que fosse rápida o bastante para escapar da realidade a tempo. Não adiantaria, ela sabia. Por mais que quisesse levantar vôo e mergulhar numa dimensão distinta, onde tudo o que a cercava fosse bonito e inofensivo, ela tinha plena consciência de que era naquele mundo –  mundo terrível e hostil – que ela vivia, e assim seria, para sempre. Não tinha coragem de olhar para trás. Se o fizesse, desistiria. De quê? Qual era o plano? Correr até não aguentar mais, e então se jogar no chão, exausta? Não havia plano. Nem nada próximo disso. Ela tentou pensar em algo enquanto suas pernas imploravam por uma pausa, mas a verdade é que não fazia ideia do que aconteceria depois.

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